A Região de Trás-os-Montes e Alto Douro


O contraste entre a montanha árida, onde os rios correm apressados, e os vales férteis na proximidade das águas que agora correm serenas, é a principal característica da região de Trás-os-Montes, onde as diferenças de altitude provocam uma divisão entre duas zonas distintas: a Terra Fria e a Terra Quente. Nesta, até um máximo de 700 metros, expande-se a oliveira, que, embora chegada muito antes a Trás-os-Montes, só no século XVI começou a ter importância económica.

Desde então, a mancha olivícola de Trás-os-Montes tem crescido, fundamentalmente porque o azeite é um produto da economia rural assente no minifúndio, a principal característica do olival transmontano, que faz com que a colheita seja feita, predominantemente, por famílias de olivicultores que se entre ajudam nas operações da apanha. No entanto, hoje em dia, os olivais novos, resultado de novas tecnologias, mecanizados e, muitas das vezes, irrigados, sendo que a produção de azeite, concentra-se, principalmente, nos concelhos de Mirandela, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, e Murça.