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A Região

Concelho de Murça

O concelho de Murça é formado por nove freguesias que se distribuem por uma área de 171,16 quilómetros quadrados, situada em pleno centro geográfico da Região de Trás-os-Montes e Alto Douro e rodeado pelos municípios de Valpaços, Mirandela, Carrazeda de Ansiães, Alijó, Sabrosa e Vila Pouca de Aguiar.

A História deste concelho é uma longa viagem que começa há muitas centenas de milhares de anos no paleolítico (vestígios com cerca de 500.000 anos encontrados em Noura). Desde essa época, o seu território foi povoado por diversos povos. Há registos arqueológicos do mesolítico (Noura), do neolítico (Candedo e Jou), e do bronze (Jou, Murça e Fiolhoso). Da época castreja existem povoados muralhados, ou o que deles resta, na maior parte das freguesias. Um deles, o de Palheiros, deve mesmo remontar ao calcolítico, sendo assim o mais antigo que se conhece a norte do Douro. A partir do século II antes de Cristo chegaram os romanos que fundaram as célebres "villas" rurais, núcleos de alguns dos actuais povoados. Além de troços de estrada e pontes deixaram variados testemunhos da sua presença.

São muitos os pontos de interesse capazes de atrair visitantes: a beleza paisagística das serras da Garraia, de S. Domingos e do Crasto; as vistas multiformes e multicores que se podem usufruir do Morro de S. Domingos, do Miradouro das Curvas e do Alto do Barroco; o bucolismo do Tinhela e da Mata; a excelência do descanso termal das Caldas de Santa Maria Madalena; as igrejas, capelas, solares, pontes, cruzeiros e fontes; o artesanato; as feiras (Murça e Fiolhoso), as festas e as romarias; a caça (coelho e perdiz); o desporto motorizado (Rampa da Porca de Murça, Rally Vila de Murça); e a gastronomia, onde sobressaem os enchidos. Além disso, há o cabrito, o cozido, o bacalhau e a doçaria, em que pontificam as queijadas, o toucinho-do-céu, as cavacas e o pão-de-ló.

O acesso via IP4 teve grande impacto a todos os níveis: social, cultural e económico, que se julga ser estimulado pela construção da futura A4, entre Vila Real e Bragança. Começam a ser visíveis os frutos, notando-se já uma dinamização da economia murcense. A aproximação aos mercados nacionais e internacionais veio contribuir decisivamente para a dinâmica do tecido empresarial do concelho, ao qual veio trazer novo fôlego a construção de uma zona industrial junto ao IP4 que criará novos postos de trabalho e produzirá riqueza. Murça é um concelho em plena mudança e esse movimento é bem patente tanto na vila como nas restantes freguesias
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Prémios do Ano 2019

Prémios do Ano 2019

Milhoes Hero


In the lands of Murça, there are battlefields to plough, olive groves which reflect an infinite pain and bravery.

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Héros milhoes

Sur les terres de Murça, il y a des champs de bataille à cultiver, des oliveraies perdues dans la douleur et la vaillance.

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A Região de Trás-os-Montes e Alto Douro


O contraste entre a montanha árida, onde os rios correm apressados, e os vales férteis na proximidade das águas que agora correm serenas, é a principal característica da região de Trás-os-Montes, onde as diferenças de altitude provocam uma divisão entre duas zonas distintas: a Terra Fria e a Terra Quente. Nesta, até um máximo de 700 metros, expande-se a oliveira, que, embora chegada muito antes a Trás-os-Montes, só no século XVI começou a ter importância económica.

Desde então, a mancha olivícola de Trás-os-Montes tem crescido, fundamentalmente porque o azeite é um produto da economia rural assente no minifúndio, a principal característica do olival transmontano, que faz com que a colheita seja feita, predominantemente, por famílias de olivicultores que se entre ajudam nas operações da apanha. No entanto, hoje em dia, os olivais novos, resultado de novas tecnologias, mecanizados e, muitas das vezes, irrigados, sendo que a produção de azeite, concentra-se, principalmente, nos concelhos de Mirandela, Vila Flor, Macedo de Cavaleiros, Alfândega da Fé, e Murça.